Feitos de encontros
Se estás a receber este email, é porque, de alguma forma, já tivemos contacto.
Nos últimos anos atravessei um período de muitas transformações. A mudança teve de acontecer, muitas vezes com resistência pelo meio, mas em nenhum momento achei que determinado desafio estivesse ali para me derrubar. Muito pelo contrário. Enquanto eterna optimista, procuro sempre a aprendizagem por detrás de cada experiência.
Quero muito partilhar contigo um pouco daquilo que fui compreendendo ao longo deste caminho e contar-te também o que está a nascer agora.
E há uma coisa que quero que saibas desde já: tu tens um papel fundamental neste novo espaço.
Não quero que seja apenas um lugar onde partilho aquilo que penso, vivi ou aprendi.
Quero que seja um lugar de encontro.
Um espaço para perguntas, reflexões, práticas e experiências que possam abrir espaço para que cada um de nós se escute um pouco mais.
Porque este novo capítulo não é apenas sobre aquilo que eu tenho para dizer.
É também sobre aquilo que pode acontecer entre nós.

Antes de qualquer outra coisa, quero simplesmente dizer-te obrigada.
Porque acredito profundamente que cada encontro deixa qualquer coisa preciosa em nós.
Talvez sejamos todos feitos em parte das pessoas que encontramos, daquilo que recebemos e que damos, daquilo que nos ensinaram, daquilo que despertaram em nós e até daquilo que nos obrigaram a descobrir sozinhos.
E talvez seja por isso que olho para as pessoas que fizeram e fazem parte da minha vida com uma gratidão tão grande. Eu sou mesmo assim, sou de pessoas.
Sou profundamente apaixonada pelo encontro humano e não digo isto como uma ideia bonita. É verdadeiramente uma das coisas que mais sentido dá à minha vida.
Foi precisamente destes encontros, destas experiências e de tudo o que fui vivendo, experimentando, estudando e investigando que este novo capítulo começou a ganhar forma.
Estamos a atravessar um período de transformação muito rápida. A tecnologia e o ecossistema digital estão a mudar a forma como nos relacionamos, como trabalhamos, como comunicamos e como aprendemos — e sabemos que estamos apenas no início de tudo aquilo que está a chegar.
Perante tanta velocidade, acredito que se torna cada vez mais importante não perdermos aquilo que nos torna humanos.
A nossa capacidade de estar presentes, de sentir, de escutar, de criar relações verdadeiras, de nos conhecermos e de fazermos escolhas conscientes.
Quanto mais o mundo se torna digital, mais precisamos de experiências profundamente humanas.
Não para fugir do mundo que está a mudar, mas para aprendermos a habitá-lo de uma forma mais inteira e mais humana.
E é também daqui que nasce uma forma cada vez mais clara de olhar para o meu trabalho: criar experiências que nos aproximam de nós próprios e dos outros — experiências que nos ajudam a reconhecer os recursos que já existem em nós, a experimentar novas formas de estar e a descobrir o que se torna possível quando entramos verdadeiramente em relação.
Experiências onde o corpo, a presença, as emoções, a consciência, a comunicação e as relações deixam de ser conceitos e passam a ser vividos.
Não é um método fechado nem uma fórmula. É uma forma de criar espaços onde podemos experimentar, sentir, questionar, descobrir e integrar.
E é isso que gostava que este espaço começasse a ser também.
Um lugar de encontro.
Porque, se aprendi alguma coisa ao longo deste caminho, é que o desenvolvimento humano nunca acontece verdadeiramente sozinho.
Acontece no encontro.
E será uma alegria poder partilhá-lo contigo.
Com carinho,
Sofia




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